CBME - Centro de Biotecnologia Molecular e Estrutural
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cbme.usp.br

O Centro de Biotecnologia Molecular e Estrutural, CBME, é um centro de pesquisa que envolve setores do IFSC, do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, LNLS, de Campinas, e da Universidade Federal de São Carlos, UFSCar. Ele é um dos dez Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão, CEPID, financiados pela FAPESP no Estado de São Paulo.

Os objetivos do CBME são:

A. Pesquisa: o CBME estuda a estrutura e a função de moléculas de interesse biotecnológico, desenvolvendo compostos que podem ser úteis na elaboração de novos fármacos. Para este fim, o CBME realiza tanto a pesquisa básica como a aplicada, com uma abordagem multidisciplinar que envolve as áreas de iologia Molecular, Bioquímica, Biologia Estrutural, Radiação Síncrotron, Química Medicinal de Síntese Orgânica, Inorgânica e de Produtos Naturais, Imunologia Molecular, Biologia Celular e Farmacologia;

B. Inovação: visando à transferência de tecnologia para o setor produtivo, o Centro busca a parceria com indústrias farmacêuticas nacionais e multinacionais, indústrias de biotecnologia, instituições de pesquisa em saúde humana e empresas do setor agropecuário.

C. Difusão: Os estudos da Biotecnologia e da Biologia Molecular Estrutural têm tido, nos últimos anos, um progresso rápido no desenvolvimento de novas tecnologias, mas este progresso se contrapõe à falta de compreensão, por parte da sociedade, dos conceitos básicos das estruturas e dos fenômenos que a área estuda. Por essa razão, o CBME mostra grande preocupação com a difusão do conhecimento científico e da educação relacionados à Biotecnologia e à Biologia Molecular Estrutural, engajando docentes, pesquisadores e alunos de pós-graduação do Centro na promoção de um vínculo entre suas instituições de pesquisa e a sociedade, atuando como decodificadores e difundindo o conhecimento relativo às suas atividades de pesquisa.

O CBME interage com estudantes e professores de diversos níveis de ensino e a população em geral, produzindo recursos didáticos; promovendo encontros com pesquisadores interessados na divulgação do conhecimento científico; ministrando palestras e oferecendo cursos relacionados à Biologia Molecular Estrutural em escolas, universidades e outras instituições; mantendo um web-site institucional (http://cbme.ifsc.usp.br) e um portal de divulgação científica virtual (http://cbme.usp.br); distribuindo o jornal CBME InFORMAÇÃO nas escolas da região de São Carlos e abrindo suas portas para o público, que pode visitar em sua sede o Espaço Interativo de Microbiologia e Biotecnologia, além de participar de um exclusivo Clube de Ciências.

Entre as atividades de destaque desenvolvidas pelo CBME, listamos ainda:


Espaço Interativo do CBME


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O Espaço Interativo do CBME é um espaço de educação não-formal que busca disseminar conceitos de Biotecnologia e Microbiologia adaptando, para cada faixa etária, da linguagem utilizada na mediação com o público. Esta mediação se dá através de bolsistas-monitores que ficam à disposição dos visitantes para fornecer suporte conceitual e sobre os procedimentos.

Ao chegar no Espaço Interativo, o visitante encontra uma sala de entrada abordando os microorganismos utilizados na indústria alimentícia e na produção de proteínas recombinantes, o que é uma forma prática de explicar suas aplicações na biotecnologia. Há, também, painéis que formam uma linha do tempo da Microbiologia, esquemas ilustrados sobre a tecnologia do DNA recombinante e sobre como resolver a estrutura de uma determinada proteína, além de um modelo tridimensional da bactériaE. Coli.

Na sala seguinte, o tema são doenças negligenciadas que são causadas por microorganismos, e que são um dos objetos de estudo do CBME. Microscópios e monitores de TV estão disponíveis na bancada para a visualização de microorganismos, células animais e vegetais, além de modelos tridimensionais e painéis ilustrados. O público manipula os materiais disponíveis, visualiza ilustrações e esquemas e dialoga com os monitores conforme seu próprio interesse em cada assunto.

No Espaço Interativo do CBME também é possível utilizar kits pedagógicos produzidos pelo próprio CBME, como por exemplo:

“Sintetizando Proteínas”, um jogo de tabuleiro que elabora uma espécie de oficina para realizar o percurso no interior de uma célula animal genérica. Diferentes cartas-ação contendo conceitos e analogias pedem aos alunos que solucionem as situações propostas de acordo com cada objetivo durante o processo de síntese protéica;

“Construindo as moléculas da vida: DNA e RNA”, um kit de peças plásticas e flexíveis que fazem parte de uma oficina para construção de moléculas tridimensionais dos ácidos nucléicos. As peças simulam os desoxinucleotídeos e os ribonucleotídeos, as subunidades moleculares constituintes do DNA (ácido desoxirribonucléico) e do RNA (ácido ribonucléico), respectivamente. Com o kit também é possível simular o processo de replicação semiconservativa da molécula de DNA, a qual ocorre antes da divisão celular, e o processo de transcrição, que é a formação da molécula de RNA a partir do molde da fita de DNA.


Clube de Ciências do CBME


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Atividade que começou envolvendo apenas alunos de Ensino Fundamental, mas em 2008 ampliou as atividades e criou também um Clube para alunos de Ensino Médio. As atividades do Clube começam já na divulgação, feita em forma de visita às escolas, nas quais os alunos participam de experimentos (por exemplo, como foi em 2008, indicador ácido-base com tubos  contendo suco de repolho roxo, suco de limão e desinfetante à base de amônia) que possam despertar seu interesse por ciência.

Depois de inscritos, os alunos podem participar das atividades desenvolvidas pelo Clube de Ciências, que incluem encontros semanais de duas horas, nos quais os eles participam de experimentos, discussões, sessões de filme, mostras de animações e simulações, peças de teatro, exposições orais com recursos de projeção multimídia e oficinas sobre ciência, mais especificamente a Biologia Molecular Estrutural e a Biotecnologia. O Clube também organiza excursões para os alunos, como por exemplo à Estação Ciência ou ao Museu de Microbiologia do Instituto Butantã, ambos localizados na cidade de São Paulo, além de encorajar os alunos a participarem de exposições dos trabalhos desenvolvidos durante o percurso pelo Clube.